sábado, 18 de abril de 2009

Verdades e Mentiras enquanto a Graca de Deus


Verdades e Mentiras

Vamos fazer um estudo agora sobre a queda do homem, vamos falar um pouco sobre o dia em que o homem foi pego por verdades e mentiras.

Gênesis 3 A primeira coisa que vemos o diabo fazer neste texto é tentar Eva em sua convicção, se ela realmente sabia o que Deus havia dito a ela. Ele começa perguntando: Foi isso mesmo que disse o Senhor: Não comam de nenhum fruto da árvore do jardim?

O diabo sabe onde nos pegar e a primeira coisa que ele faz é nos confrontar, pois ele sabe que quando confrontados ficamos abalados e nossas convicções começam a enfraquecer.

Essa primeira pergunta da serpente a Eva insinua que Deus não havia permitido comer nenhum fruto das árvores do jardim. Com essa afirmação a serpente queria que Eva questionasse a si mesma quem era realmente Deus, ela queria que Eva pensasse que Deus era um Deus de proibições, que Deus era um Deus que só impunha limites e não estava preocupado com algo que seria necessário a ela.

O diabo tenta de várias formas lançar fortalezas nas nossas mentes, sofismas e paradigmas que invertem os valores do reino, que distorcem o caráter de Deus, que é bom e misericordioso.

Insinuando que Deus era limitador ele estava preparando o terreno para logo mais dizer que Deus era mentiroso.

Podemos ser, muitas vezes, como Eva, que não caiu de primeira e saiu dizendo que Deus era um Deus de proibições, e na verdade não é isso que o diabo quer, ele gosta de dar a corda para depois puxar, ele gosta de nos deixar pensando que somos realmente fiéis, gosta de nos deixar pensando que temos realmente certeza do que Deus nos disse e do que Ele tem pra nós, e então quando estamos cheios de nós mesmos, crendo que somos os “mais mais” do evangelho ele puxa a corda e nos passa a rasteira.

Quando externamente estamos no auge do nosso Cristianismo e internamente com dúvidas de quem Jesus é, o diabo começa a lançar suas verdades e mentiras.

“Disse a serpente à mulher: Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal.” Vs. 4,5

Certamente não morrerão. Essa foi a frase usada pela serpente para passar a rasteira em Eva, para dar o bote.

Mas porque tal frase tem tamanha influência? Afinal, ela é mentira ou verdade?

I Co 2:14 Este texto diz que coisas espirituais se discernem espiritualmente, mas o que isto tem a ver com: Certamente não morrerão?

Quando o diabo diz que Eva certamente não morreria estava dizendo uma verdade, mas uma verdade carnal, aos olhos humanos Eva não morreria mesmo, mas espiritualmente ela morreria. Eva não conseguiu ter o discernimento de que o que a serpente estava dizendo era uma mentira espiritual. Eva já estava com uma semente em seu coração de que Deus era mentiroso, essa verdade carnal veio alimentar essa semente em seu coração.

Não contente, a serpente lança outra verdade carnal: No dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal.

Jamais poderemos ser quem Deus é, isso torna as palavras da serpente mentiras espirituais, nunca poderemos ter a onipotência, onipresença e nem a onisciência de Deus, mas o próprio Deus sabia que conheceríamos o bem e o mal se desobedecêssemos, e isso torna as palavras da serpente verdades carnais.

O diabo tenta até hoje lançar suas verdades carnais para nos enganar, ele nos diz que somos incapazes de fazer isso ou aquilo e realmente com olhos carnais somos incapazes, mas espiritualmente somos capazes de todas as coisas.

“...então juntaram folhas de figueira para cobrir-se. ...esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim.” Vs.7,8

Logo depois de termos nossa mente cauterizada pelos enganos de satanás, começamos a nossa saga em nos esconder de tudo e todos. Após ter comido do fruto proibido, Adão e Eva perceberam que estavam nus, então pegaram folhas de figueira para cobrir-se, para esconder aquilo que eles eram, e quando ouviram os passos do Senhor eles se esconderam com vergonha do que haviam feito.

Vivemos em um ritmo tão frenético que se quer damos conta de que fazemos o mesmo que Adão e Eva, nos escondemos de Deus e de nós mesmos. Temos escondido das pessoas e de Deus nossos pecados, nossos erros, enfim, todos os nossos defeitos, pegamos algumas folhas de figueira para esconder aquilo que nos envergonha. Somos pessoas presas que proclamam a liberdade. Fomos enganados com um conceito errado sobre o caráter de Deus.

Se acreditamos que Deus é tão bom e tão misericordioso, porque não deixamos Ele tocar nas nossas fragilidades de caráter? Porque não assumimos quem somos e deixamos as pessoas verem que estamos em processo de aperfeiçoamento? Será que acreditamos mesmo que Deus é bom e misericordioso?

Quando nos deparamos com essa verdade começamos a querer fugir da nossa responsabilidade, sempre a culpa é do outro. Somos ríspidos com as pessoas porque foram ríspidos conosco antes, nunca assumimos que somos ríspidos porque temos medo de que as pessoas saibam quem somos: seres frágeis, medrosos!

A verdade que precisamos entender é que nos desviamos da graça, nos desviamos do propósito de Deus pra nossa vida. Por não conhecer o caráter de Deus nos escondemos de tudo e desanimamos de viver no Cristianismo, desanimamos de servi-lo, pensamos em voltar atrás, a vida com Deus perde o valor.

Por muito tempo eu achava errado quando as pessoas dizem que quem se desvia é porque não conhece a Deus, ainda não consigo verbalizar o porquê pensava que isso era errado, mas achava errado, hoje consigo entender o porque dessa frase: quem conhece o verdadeiro caráter de Deus jamais consegue viver longe dele.

Lc 15:11-32 Aqui vemos a clássica história do filho que pede sua herança ao pai, apronta um monte e depois volta. Mas, porque ele decidiu voltar? Será que ele não era orgulhoso? Ele não tinha vergonha? Sinceramente acredito que ele tinha não só orgulho e vergonha, mas outros mil motivos para não querer voltar, mas também acredito que o que o fez voltar foi saber que seu pai o receberia, em qualquer condição. O filho pródigo conhecia seu pai e sabia que não podia viver sem ele.

Em contraste com o filho pródigo aparece seu irmão, que sempre esteve em casa, nunca se desviou, contudo nunca conheceu o caráter de seu pai, não entendia que todos os bens de seu pai eram seus também.

Com qual dos dois nos identificamos? Estamos andando corretamente como diz o pradrão, ou temos pegado nossa herança e dado no pé.

Precisamos conhecer quem nós somos de verdade. Precisamos saber em que área de nossa vida temos nos escondido. Mas principalmente, precisamos entender que sempre nosso Pai irá nos receber.

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